domingo, 8 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Enterrado Vivo (Buried)
O que é o que é: é sádico, faz você se contrair no sofá, falar sozinho e entalar o seu coração na garganta? Sabe a resposta? Não? Pois te digo. Enterrado Vivo, o filme de Rodrigues Cortez, lançado ano passado, assistido por mim em DVD nessa quinta. Devo dizer que é impressionante. Um baita filmão de suspense. Muito mais inovador que essas besteirinhas em 3D que Hollywood anda investindo. A sinopse é o título: um homem acorda dentro de um caixão, amordaçado, com um isqueiro. Ele encontra um celular, todo em árabe; que se torna sua única salvação e conexão com o mundo.
E caralho, o mundo é sádico. Todos os diálogos são bem escritos e terrivelmente frios. Há um certo humor, típico de pesadelos e ao mesmo tempo verossimilhante. Quer dizer, você não vai querer sua vida dependendo de atendentes de telefone, cara, não mesmo. Se você acha que é torturador ouvir aquela conversa padrão, “senhor disque 1 para isso disque dois para isso, informe o não sei o que, boa tarde como posso ajudar?”; imagine ouvir isso dentro de um caixão.
Os movimentos de câmera castigam ainda mais você e o personagem. É o melhor da narrativa clássica, explorando cada canto do cenário. Gostei particularmente de pequenos zooms rápido em momentos de ansiedade e diálogos de pergunta e resposta rápidos. Há uma espécie de panorâmica incrível em que a câmera dá um giro de 180, partindo do rosto desesperado do protagonista, filmando o tampo do caixão e terminando nas suas pernas.
Confesso: o fato de Ryan Reinolds estar no elenco me desanimou na primeira vez q ouvi falar de Enterrado Vivo, mas, putz! retiro as minhas palavras. Fez um bom trabalho o cabra. Podia manter essa qualidade, apesar de tudo indicar a volta de Ryan aos enlatados de sempre. E ótima atuação também daqueles de que só se escuta, mas não se vê: as vozes do filme, o elenco além da tela. Conseguiram realmente passar personalidade e falta de personalidade apenas ablando, just talking, no tom.
Acima de tudo, Enterrado Vivo é uma forma menos óbvia de criticar a política do Tio Sam. (alô Cameron e ex-mulher) Só um não-norteamericano pra fazer uma produção norteamericana de qualidade. Viva aos espanhóis!
E caralho, o mundo é sádico. Todos os diálogos são bem escritos e terrivelmente frios. Há um certo humor, típico de pesadelos e ao mesmo tempo verossimilhante. Quer dizer, você não vai querer sua vida dependendo de atendentes de telefone, cara, não mesmo. Se você acha que é torturador ouvir aquela conversa padrão, “senhor disque 1 para isso disque dois para isso, informe o não sei o que, boa tarde como posso ajudar?”; imagine ouvir isso dentro de um caixão.
Os movimentos de câmera castigam ainda mais você e o personagem. É o melhor da narrativa clássica, explorando cada canto do cenário. Gostei particularmente de pequenos zooms rápido em momentos de ansiedade e diálogos de pergunta e resposta rápidos. Há uma espécie de panorâmica incrível em que a câmera dá um giro de 180, partindo do rosto desesperado do protagonista, filmando o tampo do caixão e terminando nas suas pernas.
Confesso: o fato de Ryan Reinolds estar no elenco me desanimou na primeira vez q ouvi falar de Enterrado Vivo, mas, putz! retiro as minhas palavras. Fez um bom trabalho o cabra. Podia manter essa qualidade, apesar de tudo indicar a volta de Ryan aos enlatados de sempre. E ótima atuação também daqueles de que só se escuta, mas não se vê: as vozes do filme, o elenco além da tela. Conseguiram realmente passar personalidade e falta de personalidade apenas ablando, just talking, no tom.
Acima de tudo, Enterrado Vivo é uma forma menos óbvia de criticar a política do Tio Sam. (alô Cameron e ex-mulher) Só um não-norteamericano pra fazer uma produção norteamericana de qualidade. Viva aos espanhóis!
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Segredos de Mark Millar
Será que existe um padrão nos quadrinhos do roteirista escocês favorito da Marvel? Veremos...

Procurado
O personagem principal quer fazer sexo e bater nas pessoas, mas não tem coragem. Só que aí ele descobre que é filho de um super assassino, capaz de acertar uma bala no traseiro de uma mosca. Uma coisa leva a outra e finalmente ele cai na porrada e transa com alguém.

Kick-Ass
O personagem principal é um adolescente, ou seja uma bomba de hormônios com muito tempo disponível. Um belo dia ele resolve colocar um uniforme para bater nos caras ruins e quem sabe transar com alguma garota. A coisa não funciona assim tão bem. Ele apanha mais do que bate e não consegue transar.

Supremos
Todos os personagens tem poderes, batem e transam. Menos o Dr. Bruce Banner. Mas, depois que ele se transforma em Hulk, finalmente consegue bater e comer alguém. (nos dois sentidos).
Agora resta ler com mais apuro os outros trabalhos do Millar.

Procurado
O personagem principal quer fazer sexo e bater nas pessoas, mas não tem coragem. Só que aí ele descobre que é filho de um super assassino, capaz de acertar uma bala no traseiro de uma mosca. Uma coisa leva a outra e finalmente ele cai na porrada e transa com alguém.

Kick-Ass
O personagem principal é um adolescente, ou seja uma bomba de hormônios com muito tempo disponível. Um belo dia ele resolve colocar um uniforme para bater nos caras ruins e quem sabe transar com alguma garota. A coisa não funciona assim tão bem. Ele apanha mais do que bate e não consegue transar.

Supremos
Todos os personagens tem poderes, batem e transam. Menos o Dr. Bruce Banner. Mas, depois que ele se transforma em Hulk, finalmente consegue bater e comer alguém. (nos dois sentidos).
Agora resta ler com mais apuro os outros trabalhos do Millar.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Yojou-han Shinwa Taikei

Quando se fala de cultura pop, o Japão parece deixar qualquer um no chinelo. Lá eles produzem tudo. Tudo! Para o bem, para o mal. Felizmente, por causa disso, você pode encontrar pérolas como Yojou-Han, que você nunca sonharia ver na televisão brasileira nem por uma eternidade. Aliás, muitas vezes tentar assistir qualquer programa de TV daqui parece levar uma eternidade.
Mas o momento não é para esculhambar os nossos queridos Globo, Record, Rede TV e companhia. Acabarei escrevendo um livro sobre tal assunto um dia. O negócio é falar sobre o Yohou-han, uma série japonesa de animação diferente de todas as outras.
A história da série é focado no "se eu tivesse feito aquilo...". Você vê o frustrado protagonista Watashi sempre em busca de sua vida universitária ideal; lê-se aqui popularidade, dinheiro e uma elegante mulher dona de longos cabelos escuros. Infelizmente, ao atingir o último ano ele percebe que possue apenas um pequeno quarto de tatami, um amor platônico por uma garota do curso de engenharia e uma vida social limitada por um único amigo, pregador de peças chamado Ozu, a quem ele culpa de tê-lo arrastado a uma vida insignificante. Perdido e se arrependendo das suas escolhas no primeiro dia da universidade, Watashi se pergunta o que teria acontecido se ele não tivesse se filiado ao clube de tenis, onde conheceu o seu único amigo e maior inimigo.
A partir daí, praticamente todos episódios mostram Watashi numa outra vida, partipando de um outro clube (cinema, ciclismo, leitura) em busca de um pouco de glória e romance para sempre acabar perdendo a oportunidade de perceber que tudo o que quer está bem a sua frente.
A história, apesar de parecer desconexa, no início, a cada episódio mostra-se mais conectada, revelando detalhes dos personagens secundários e das facetas do protagonista através de uma linguagem surreal e carregada pela narração em off de Watashi.
Agora, há um ponto negativo, principalmente para nós, não japoneses, presos ao cordão umbilcal das legendas(em inglês, ainda por cima). Yojou-han possui um ritmo frenético; o protagonista narra tudo como se tivesse vomitando suas reflexões. É uma luta impossível ler toda a legenda. Não dá. Jogue a toalha. A não ser que queira assistir em câmera lenta. Mas não se preocupe, embora a narração seja muito interessante, boa parte da locução de Watashi é cheia de exageros românticos sem muito conteúdo. Servem mais para dar um tom satírico as pretensões do herói.
Com somente 11 episódios, essa série soube aproveitar muito bem o seu formato e, para mim, conseguiu inovar no espaço televisivo, conhecido por trancar a criatividade dos artistas. Não consigo imaginar Yojou-han no cinema, por exemplo, ou até em quadrinhos. Tenho curiosidade sobre o livro homônimo, no qual a série se baseou, mas aí é quase impossível encontrar uma tradução.
Fica a dica, o link para download http://www.animetake.com/anime/yojouhan-shinwa-taikei/
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Durarara

Um garoto do interior que vai estudar na cidade a procura de uma nova vida, uma motoqueira sem cabeça que corre as rua fazendo entregas, um russo negro tentando vender sushi, disputas de gangue, um cara forte e irratadiço com mania de quebrar postes e assim vai. Durarara é uma verdadeira mistureba, assim como o dia-a-dia na cidade grande e no mundo das redes virtuais, os dois principais espaços onde a narrativa se desenvolve.
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